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O Corsário e a Ciência

Textos de divulgação científica e reflexões sobre Ecologia da Saúde, à luz da teoria evolutiva ultradarwinista:

O Corsário e a Ciência

Textos de divulgação científica e reflexões sobre Ecologia da Saúde, à luz da teoria evolutiva ultradarwinista:

16.10.13

Sou corsário, não genocida, mas meu povo é!


Sérvio Pontes Ribeiro

ROMERO JUCÁ – Político profissional, situação profissional (tanto faz quem é a situação, ele o é, sempre foi), e pai de um empresário da mineração, tramita no Congresso projeto de lei que autoriza minerações em Terras indígenas. Seu argumento: os royalities vão para os índios!

 

Não entende que dinheiro não paga pedaço arrancado, e que a terra, para o índio é parte de si mesmo, que a montanha é a sobrevida de sua deidade, e que ter sua deidade na montanha é um componente étnico-ecológico que dá ao índio senso de preservação de seus recursos e do futuro de sua vida e sua cultura.

 

Ignora que o único ganho que uma mineração traria a uma comunidade indígena é a prostituição de suas mulheres e o alcoolismo de seus homens, a fome e a morte.

 

PEC 215 – PEC do Genocídio. Quer dar aos ruralistas, que mandam e desmandam no atual legislativo, o poder de tomar e usurpar os direitos indígenas já adquiridos embora, neste governo, pouco praticados.

 

RESERVA RAPOSO DO SOL – Uma das grandes e mais nobres decisões de Nação, de povo, da Era Lula. A coragem de resgatar um grande território indígena porém ainda não lhes trouxe paz, pois o acordo se fechou com 19 condicionantes! Isto mesmo, decretou-se uma grande reserva indígena como se fosse um empreendimento impactante, e impôs condicionantes. Entre elas, uma que dá brecha para a mineração e outra para uma hidrelétrica.... que se vierem já era, pois tem uma terceira que os proíbem de aumentarem seu território para compensar estas eventuais perdas. Uma liderança indígena, em um documentário, declara: “o povo está doente, pois dorme e acorda pensando nas condicionantes”.

 

Ainda somos uma colônia de assaltantes cruéis e sanguinários.

12.10.13

O Corsário da Ciência e o FICA FICUS contra todos: fim à degradação do ecossistema belorizontino!


Sérvio Pontes Ribeiro






Há uma fonte para a revolta, claro. Um documentário na TV5 sobre Nova Iorque verde. São mudanças apenas, a cidade ainda é um hotspot de poluição regional, mas há mudanças seriíssimas. Hoje já há 500 Km de ciclovias e 21 MIL ha de jardins coletivos!

 

Quando eu lembro que há quase 20 anos atrás eu saia de Walthamstow, para lá da East London (uma área montana extrema onde havia barricadas anti-aéreas para parar as blitz alemãs na 2ª Guerra, antes de chegarem em Londres propriamente dita) combinando trem-bicicleta para ir trabalhar em South Kensigton (descia de bicicleta na thameslink rail Station, atravessava The City toda, pega as margens do Tâmisa-BigBang-Buckingham Palace-St James Park-Green Park-Hide Park-universidade), imagino aonde estará o NOSSO FUTURO?

 

O passado remoto de Londres é muito melhor que nosso presente, e nosso futuro, dada a filosofia obtusa e míope da atual Prefeitura, é pior que o presente do ponto de vista ambiental! Poucos farão fortuna com a destruição de Belo Horizonte, e não seremos uma cidade não mais! Culparão alguém, um dia, a COPA, mas a culpa é da política animal e inconsequente orquestrada concomitantemente por Márcio Lacerda e Anastasia. Fomos tomados, roubados e assaltado, e depois o Corsário sou eu!

 

O fato apolítico: não há espaço neste planeta que não seja um ecossistema! Não há cidades que não sejam ecossistemas. Nossa escolha é viver em um ecossistema degradado e insalubre, ou gerar por força do desejo social agroecossistemas urbanos, combinando produção orgânica, florestas, ecossistemas ribeirinhos (em substituição às canalizações medievais financiadas na época do Aécio e outros PMDbistas – digo isto para deixar claro que o PT e a situação Federal não tem a solução para isto, tão pouco) com vida de qualidade!

 

Não há dúvida do caminho a seguir, e é na direção oposta! A Prefeitura tem um arrojado programa de REplantio de árvores, ou seja, para se plantar árvores aqui o contrato municipal pressupõe a derrubada de alguma árvore velha!!! Nova Iorque plantará 1 milhão de árvores até 2030 sem derrubar sequer UMA árvore antiga, que são Patrimônios urbanos!

 

Em Belo Horizonte, ao contrário e com a chancela de cientistas corrompidos e vendidos de belas Instituições irrepreensíveis, não se planeja uma floresta urbana, mas sim um grande negócio de venda de mudas inflacionadas (a muda de 3 metros da Prefeitura é 4,2 vezes mais cara que a do comércio), nada mais! Mas ninguém vê, nem o Ministério Público parece ver!

Ninguém percebe, o cidadão não quer, não acorda, não entende o momento, só o Fica Ficus e seus corsários!

 

Ainda assim, esta é a luta e o código diz uma coisa só: No quarter – todos para a prancha! Lutaremos até a nossa morte, ou até a ressurreição da ecologia urbana belorizontina. Contra tudo e todos – FICA FICUS & o CORSÁRIO DA CIÊNCIA!

09.10.13

Dados e verdades: dicas sobre as mentiras diárias devidamente fundamentadas!


Sérvio Pontes Ribeiro

Ontem eu dei dicas para escrever artigos em inglês. Hoje, vou falar de análise e dados.

 

Se sua hipótese não bate, se a realidade dos seus dados não corroboram sua visão de mundo, ASSISTA GOOD MORNING BRAZIL E APRENDA A MENTIR COM A ESTATÍSTICA!

 

Técnica exclusiva M.L.:

1) Diga a verdade de trás para frente e apresente um resultado de crescimento econômico na média global junto com a frase “não está não bom”;

 

2) mostre a péssima performance dos países mais ricos em menos de 3 segundos, seguida de um alerta alarmante de desvinculado dos fatos;

 

3) e aí mostre o resultado 60% superior do país esquerdinha da Presidente de dente torto ao lado da China e Índia, com populações infinitamente superiores que a vantagem do PIB destes lugares comparado com o nosso, MAS NÃO CITE ESTE ÚLTIMO FATO!!;

 

3) não fale nada sobre a África do Sul perdida no cantinho.

 

Pronto! Sua verdade amada pulará nos olhos revoltados de sua plateia! Infalível! Parece mágica de auditório dos anos 30! 

04.10.13

Ricos surdos, moucos. O modelo de polígonos de Thiessen aplicado à competição entre humanos.


Sérvio Pontes Ribeiro

Uma triste verdade.

 

A ditadura do ignorar a maioria, que é pobre e por isto não decide.

 

Sempre foi assim com os absolutamente pobres, e os absolutamente ricos estão tentando impor isto à classe média mundial, não brasileira, mundial.

 

Enquanto isto, a classe média altamente educada vai arrumando soluções e dando chances para um mundo melhor, com menos impactos e pegadas menores, mas de nada vai adiantar se os muito ricos não forem anulados.

 

Cada vez para mim está mais claro que a muita riqueza deveria ser considerada crime hediondo, assim como a muita governança...


 

É como o modelo de competição assimétrica entre plantas jovens que se mede com os polígonos de Tiessen. Simples: mede-se a distância de uma muda para todas as outras envolta dela; divide-se estas distâncias pela metade com uma reta na ortogonal. O espaço que resulta entorno da muda alvo é seu território. Claro, os polígonos de Thiessen são usados em diversas áreas, inclusive na geopolítica intermunicipal, mas sem dúvida reflete capacidade competitiva de cada unidade frente à outra.

 

 

Agora, quando aplicado às plantas na ecologia, eles definem a vantagem assimétrica de quem cresce mais rápido. Sabemos porém, que crescer rápido implica em investir menos em defesas contra inimigos naturais, como insetos, e correr portanto mais riscos. Assim, se não há inimigos, invariavelmente as rápidas ganham.

 

E se então trocássemos as plantas por clãs humanos? Aí a coisa fica preta. Primeiro, não crescemos vegetativamente, e não interagimos só dentro do nosso “quadrado”. Assim, quem cresce mais mobiliza para além de suas fronteiras recursos que sequestra para dentro das fronteiras. Assim, o começo mais rápido sim, gerará vantagem, mas a assimetria será extremamente desproporcional. Quando uma planta cresce muito mais rápido ela de certa forma “engole” quem está à sua volta.

 

Se nós humanos, por algum motivo político, ganhamos assimetria competitiva, avançamos para além das fronteiras e criamos redes interativas com outros “vantajosos” mais distantes. Esta rede de, vamos chamá-los alegoricamente de “ricos”, estrutura-se para usurpar os recursos dos polígonos pequenos entre eles, absorvendo todo seu recurso, e devolvendo gradualmente, em troca de serviços ou proteção. Lembra do risco de inimigos naturais? Bem, agora existe a posse dos polígonos menores, que vamos alegoricamente chamar de “pobres”, para enfrentarem os inimigos “para nós em troca do recurso deles que usurpamos”, pensam os “ricos”.

 

Ou seja, nossa espécie não sabe jogar por regras colaborativas. Para que estas regras prevaleçam, é necessário que “muito rico” ou “muito poder” não existam, senão terminarão a maioria muito pobre e dominada, nossa situação atual.

 

Claro, queridos mascarados e não mascarados, não há polígono que não possa ser invadido ou detonado de uma forma ou de outra. Basta ousar enfrentar as represálias, e vencer.